TECNOLOGIA Sites ignoram preferências dos usuários e apostam em vídeo

Nova York – Mic, um site voltado para jovens da geração Y, empregava 40 redatores e editores que produziam artigos sobre assuntos como “celebrar a beleza” e “mulheres fortes”. Dez foram despedidos neste mês e a nova sala de redação, agora com 63 pessoas, está focando em fazer vídeos para sites como Facebook.

Para os críticos, essas medidas são “100 por cento cínicas” e não estão em sintonia com a demanda do público. No entanto, os americanos estão assistindo a mais trechos de vídeos on-line, porque secretamente gostam ou porque está ficando cada vez mais difícil evitá-los. O crescente público de vídeo, mais valioso para os anunciantes do que o espaço ao lado do texto, está fazendo com que os sites transfiram recursos no que ficou conhecido em todo o setor como pivotar para o vídeo.

“Quando se pensa na quantidade de horas que as pessoas passam assistindo a vídeos e no tempo que elas passam lendo, o público já se manifestou”, disse Chris Altchek, CEO da Mic. Os espectadores deste site passam 75 por cento do tempo com conteúdo “visual”, como vídeos, e não com texto, disse ele.

Calcula-se que os americanos passarão 81 minutos por dia vendo vídeo digital em 2019, em comparação com 61 minutos em 2015, de acordo com as projeções da empresa de pesquisa eMarketer. Estima-se que o tempo gasto na leitura de um jornal cairá para 13 minutos por dia, contra 16 minutos durante esse período. Resta saber se essas tendências vão sustentar o número crescente de sites que inundam as redes sociais com videoclipes.

“É alarmante”, disse Paul Verna, analista da eMarketer. “Os editores estão apostando tudo em algo que não está comprovado.”

Mic, um site de notícias com sede em Nova York, fundado em 2011, foi apenas o mais recente a despedir redatores quando anunciou sua pivotagem para o vídeo neste mês. Dezenas de redatores e editores também foram demitidos no terceiro trimestre em outras produtoras de notícias, como Vocativ, Fox Sports, Vice e MTV News. Todas essas iniciativas estavam ligadas em parte ao foco em mais recursos para a criação de vídeos.

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Os editores estão indo nesta direção embora as pesquisas mostrem que os consumidores acham os anúncios em vídeo mais irritantes do que os comerciais de TV. O Google e a Apple estão testando recursos que permitam silenciar sites com vídeos de reprodução automática ou bloqueá-los completamente. Mais jovens americanos preferem ler as notícias a assistir a elas, de acordo com uma pesquisa realizada no ano passado pelo Pew Research Center. Sem interrupção: Veja com a WorldSense por que cada vez mais pessoas estão usando bloqueadores de anúncios Patrocinado 

Mas muitos editores não têm muita opção. Facebook e Google estão absorvendo a maior parte dos dólares de propagandas digitais, obrigando os sites de notícias a encontrarem outras formas de ganhar dinheiro. Alguns veículos de comunicação estão se concentrando em assinaturas. Outros estão entrando no comércio eletrônico.

Essas opções, no entanto, demoram a dar frutos. O vídeo fornece uma injeção rápida de receita porque os anunciantes estão clamando por ele.

“Nenhum site está ‘pivotando para o vídeo’ por causa da demanda do público”, disse Josh Marshall, editor da Memming Points, em um tuíte no início deste mês. “Eles estão adotando o vídeo porque o setor está passando por uma crise de monetização.”

Buscapé aposta numa reestruturação controversa para crescer

site de comparação de preços Buscapé foi, durante anos, símbolo de uma nova geração de empreendedores brasileiros. Fundado em 1999 por quatro estudantes, o site sobreviveu ao estouro da bolha da internet em 2000, captou recursos com investidores, tornou-se lucrativo e acabou sendo comprado pelo grupo sul-africano Naspers em 2009. Na época, foi avaliado em quase 700 milhões de reais.

Pouquíssimas startups brasileiras tiveram uma trajetória tão bem-sucedida. A venda para os sul-africanos, porém, foi o ápice dessa história. Uma sucessão de erros cometidos de lá para cá transformou o Buscapé num exemplo a não ser seguido no setor. Seu faturamento vem caindo, e o valor de mercado, segundo apurou EXAME, está em torno de 150 milhões de reais. Agora seus executivos vêm pondo em prática um plano de transformação da empresa, mas os resultados ainda não apareceram.

Os problemas do Buscapé começaram em 2010. Com o dinheiro injetado pela Naspers, a empresa brasileira comprou 18 startups de diferentes setores, como o clube de compras de vestuário Brandsclub, o site de recomendação de prestadores de serviço Recomind e o e-commerce de roupas ModaIt. Os novos negócios foram reunidos numa holding, a Buscapé Company. O total de funcionários passou de 500 para cerca de 1.200, e o faturamento, segundo estimativas de mercado, saiu de menos de 100 milhões, em 2009, para 550 milhões de reais, em 2013. Nessa fase de expansão, o Buscapé passou a dar prejuízo.

Segundo ex-executivos da empresa, a estrutura era inchada — o site chegou a ter 14 vice-presidentes —, faltava integração entre os negócios e a competição interna passou a ser contraproducente. Em 2014, houve uma mudança na presidência global da Naspers. O novo comando decidiu que lucro seria prioridade e cortou o que dava prejuízo. Negócios que mal tinham começado, como o Brandsclub e o Recomind, foram encerrados. O site de classificados QueBarato! foi separado do Buscapé e incorporado à OLX, empresa do mesmo segmento controlada pela Naspers. A subsidiária de pagamentos  BCash! foi integrada à PayU, também da Naspers. Restaram apenas operações menores, como o programa de afiliados Lomadee e o ModaIt, além do site de comparação de preços, que diminuiu de tamanho, prejudicado por uma mudança de comportamento do consumidor e pela chegada de concorrentes como o Google Shopping.

Em 2015, o comparador faturou 260 milhões de reais. Hoje, EXAME apurou que a receita está em cerca de 150 milhões de reais (o Buscapé não divulga balanços, mas diz que o faturamento no último ano foi de 300 milhões de reais). Segundo a empresa de análise de audiência online ComScore, o total de acessos caiu de 16,4 milhões de visitantes únicos, em julho de 2016, para 11,3 milhões, em julho deste ano (oficialmente, o Buscapé diz ter 24 milhões de usuários).

O Buscapé, de fato, voltou ao azul, e a Naspers decidiu colocar a empresa à venda em 2015, mas nenhum interessado quis pagar os 300 milhões de dólares pedidos. Os sul-africanos resolveram, então, fazer uma nova mudança e trocaram o presidente do site. Em março de 2016, promoveram Sandoval Martins, que estava na empresa desde 2013 — antes do Buscapé, ele havia sido diretor de relações com investidores da companhia aérea TAM e diretor financeiro do programa de fidelidade Multiplus.

Martins não é fã da diplomacia corporativa e costuma criticar abertamente o passado da companhia. E, mesmo sem citá-los nominalmente, critica também a gestão de seus antecessores, Rodrigo Borer, que ficou no cargo entre 2015 e 2016, e Romero Rodrigues, que fundou a empresa e foi presidente até 2015, ambos fora do negócio hoje. “Quando assumi, a tecnologia era ultrapassada e o fluxo de acessos era insustentável porque precisávamos fazer muitos anúncios para trazer pessoas interessadas”, diz Martins. “Não é que o passado do Buscapé tenha sido ruim, mas, hoje, precisamos ser mais agressivos.”

Google encerra política do “clique grátis”

São Paulo – O Google anunciou duas novidades em sua relação com as empresas jornalísticas.

A primeira delas é o fim da política do “primeiro clique grátis”, que permitia que os usuários acessassem conteúdos sem ter de pagar pela assinatura de um site, quando eles eram direcionados a partir de um resultado na ferramenta de busca.

A partir de agora, a postura do Google é de que cada publicação decida quantos cliques serão “gratuitos” para os usuários a partir das pesquisas feitas pelo motor da empresa.

“Vimos muitas mudanças acontecendo no mercado nos últimos anos, com os consumidores cada vez mais se abrindo para pagar por conteúdo de alta qualidade. Queremos ajudar nesse processo”, diz Richard Gingras, diretor do Google News.

Criada em 2007, a política do “primeiro clique grátis” era uma forma de expor conteúdo que estava bloqueado mediante o pagamento de assinatura nos sites de notícias. Dessa forma, a empresa queria evitar que o usuário fosse bloqueado e, na época, acreditava-se que isso ajudaria o internauta a experimentar o conteúdo para, depois, decidir se gostaria de assinar o site.

“Sentimos hoje que essa política já não se encaixa mais para todos os nossos parceiros jornalísticos”, diz Gingras.

“Por outro lado, sabemos que oferecer amostras do conteúdo é importante para convencer um usuário a contratar um serviço e achamos isso importante”, avalia o executivo, que tem 30 anos de experiência no mundo da mídia, em grupos como NBC e CBS.

Segundo Gingras, com ajuda da tecnologia de mapeamento de usuários do Google, as empresas jornalísticas poderão até criar ofertas de amostras diferentes para perfis de público distintos.

“Isso pode ajudar os jornais a terem mais assertividade em suas estratégias para conquistar assinantes específicos.”

Para Marcelo Rech, presidente da Associação Nacional de Jornais, as mudanças são bem-vindas. “À primeira vista, é um passo à frente, se de fato favorecer a independência da decisão dos editores em relação a seus modelos de negócios”, diz.

“No entanto, temos de aguardar para verificar como funcionará na prática e se virá ou não acompanhado de outras medidas.”

Apoio técnico

A segunda novidade é que o Google pretende colocar à disposição dos veículos de imprensa suas ferramentas para melhorar o processo de contratação de assinaturas.

“Há jornais em que é preciso dar mais de 20 cliques para fechar uma assinatura”, diz Gingras. O executivo crê que, com ajuda do Google, seja possível assinar um jornal com apenas um clique, usando informações já pré-cadastradas.Outro plano é em relação ao engajamento dos grupos de mídia com seus assinantes atuais.

“Queremos fazer o assinante aproveitar melhor o conteúdo pelo qual já paga”, diz o executivo. Um exemplo: quando o assinante de determinada publicação fizer uma pesquisa no Google, o buscador poderá ter uma área específica, dentro dos resultados, mostrando notícias da publicação sobre o tema.

Segundo Gingras, o Google não pretende cobrar pelos serviços. “Esta não é uma nova linha de negócios para nós”, garante.

A intenção da empresa, diz, é colaborar e entender melhor como funciona o sistema de assinaturas.

“Nosso objetivo é gerar um ecossistema saudável. Afinal de contas, uma busca só é relevante para um usuário se ele consegue encontrar bom conteúdo, e por isso precisamos dos veículos de imprensa.”

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